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INSS Enfrenta Desafios na Prova de Vida e na Automatização de Benefícios, Conforme Relatório da CGU

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Prova de Vida

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): Desafios na Prova de Vida e Automatização de Benefícios, conforme Identificado pela CGU.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desempenha um papel crucial na garantia das condições de vida dos cidadãos brasileiros.

No entanto, a recente análise da Controladoria Geral da União (CGU) revelou desafios enfrentados pelo INSS, especialmente em relação à prova de vida e à automatização de benefícios.

Prova de Vida

Prova de Vida: Desafios Notáveis

A prova de vida é um procedimento essencial para assegurar que os benefícios sejam direcionados às pessoas certas. No entanto, a CGU identificou várias vulnerabilidades nesse processo.

Mudanças no Processo de Prova de Vida

Até 2022, a prova de vida era realizada presencialmente, mas alterações nas Portarias MTP nº 220/2022 e PRES/INSS nº 1.408 transferiram a responsabilidade para o INSS, utilizando consultas a registros governamentais.

Problemas Identificados pela CGU

A CGU destacou fragilidades na aplicação e execução dessas novas regras. A ausência de uma normatização clara para o cálculo das pontuações necessárias, a falta de definição de metas e indicadores, e a omissão de estudos de custos foram observadas pela CGU.

Problemas Específicos na Automação de Benefícios

A auditoria também apontou problemas específicos na concessão do Salário Maternidade Urbano e no Benefício de Prestação Continuada para Pessoas com Deficiência.

Recomendações da CGU

A CGU recomendou ao INSS melhorar o planejamento e a operacionalização da prova de vida, incluindo o aprimoramento do suporte, o acesso a bases de dados externas e a normatização de etapas e procedimentos.

Desafios na Automatização de Benefícios

A automatização de benefícios é outra área de desafios para o INSS, conforme destacado pela CGU em sua auditoria sobre o processo de análise automática de requerimentos.

Aumento nos Indeferimentos Automáticos

A CGU identificou um aumento significativo nos indeferimentos automáticos por razões específicas, o que pode resultar em indeferimentos indevidos e um possível aumento nos recursos ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).

Recomendações para Melhoria

A CGU recomendou a formalização e aprimoramento do fluxo de elaboração, aprovação, implementação e monitoramento de cenários.

Além disso, sugeriu avaliações sobre prazos, força de trabalho, e disponibilização de manuais de orientação para requerimentos de benefícios, visando aprimorar a eficiência e transparência do processo.

O INSS é instado a considerar essas recomendações para fortalecer seu compromisso com a eficácia e a equidade na prestação de serviços previdenciários aos cidadãos brasileiros.

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Desafios na Prova de Vida do INSS:

A transição da prova de vida presencial para o método virtual trouxe consigo desafios operacionais. A falta de normatização adequada para o cálculo das pontuações necessárias, como apontado pela CGU, pode resultar em inequidades no processo.

A ausência de metas claras e indicadores de desempenho prejudica a avaliação do sucesso do novo método. Além disso, a falta de estudos de custos pode impactar a eficiência e a sustentabilidade financeira do processo.

Automação de Benefícios:

A automatização de benefícios, embora seja uma ferramenta valiosa para agilizar os processos, enfrenta desafios específicos.

O aumento nos indeferimentos automáticos suscita preocupações sobre a precisão e a justiça nas decisões. A necessidade de melhorias nos instrumentos de monitoramento e controle destaca a importância de uma supervisão cuidadosa para evitar indeferimentos indevidos e garantir a conformidade com as normas previdenciárias.

Problemas Identificados em Benefícios Específicos:

O caso específico do Salário Maternidade Urbano, onde uma pergunta ambígua resulta em respostas automáticas negativas, destaca a importância da formulação precisa de perguntas nos processos automatizados.

Da mesma forma, a identificação de problemas técnicos na análise do Benefício de Prestação Continuada para Pessoas com Deficiência destaca a necessidade de revisão e aprimoramento contínuo das lógicas de automação.

Recomendações da CGU:

As recomendações da CGU visam aprimorar a eficiência e a transparência nos processos do INSS. Melhorias no suporte, acesso a bases de dados externas e normatização de procedimentos são cruciais para superar os desafios identificados na prova de vida.

Quanto à automatização de benefícios, a formalização do fluxo de trabalho, a avaliação de prazos e força de trabalho, e a disponibilização de manuais de orientação são passos importantes para aprimorar a consistência e a qualidade das decisões automatizadas.

Importância da Adoção Responsável de Tecnologias:

O caso do INSS destaca a necessidade de adotar tecnologias de forma responsável, garantindo que a automatização não apenas acelere os processos, mas também preserve a equidade, a precisão e a justiça nas decisões.

A contínua colaboração entre órgãos governamentais, como a CGU, e entidades como o INSS é crucial para identificar e superar desafios, assegurando que os benefícios previdenciários alcancem de maneira justa e eficiente aqueles que deles necessitam.

Perspectivas Futuras:

À medida que o INSS implementa as recomendações da CGU, é fundamental monitorar de perto os impactos e realizar ajustes conforme necessário.

A evolução tecnológica deve ser acompanhada por uma abordagem flexível e adaptável, capaz de corrigir falhas e melhorar continuamente os processos para atender às crescentes demandas e desafios da previdência social no Brasil.

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