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Salário mínimo de R$ 1.550 é sancionado: Confira os beneficiados, critérios e informações adicionais

Salário mínimo de R$ 1.550

Salário mínimo de R$ 1.550 é sancionado: Confira os beneficiados, critérios e informações adicionais

Salário mínimo de R$ 1.550 é sancionado: Confira os beneficiados, critérios e informações adicionais. Na última quinta-feira, 25 de maio, o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou o aumento salarial para os trabalhadores paulistas, fixando-o em R$ 1.550.

Essa medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa e oficialmente divulgada no Diário Oficial do Estado, garantindo assim a legalidade do reajuste.

O novo salário de R$ 1.550 em São Paulo supera o salário mínimo nacional, que atualmente é de R$ 1.320. A partir do dia 1º de junho, os trabalhadores paulistas passarão a receber essa nova remuneração. Durante o anúncio, o governador Tarcísio de Freitas reforçou o compromisso de que o salário mínimo no Estado não ficará estagnado, sempre garantindo aumentos reais acima da inflação.

Vale destacar que o salário de R$ 1.550 não é uma novidade. O ajuste no piso salarial estadual foi implementado em 2007, permitindo que os trabalhadores em São Paulo recebessem um valor acima do salário mínimo nacional.

Portanto, os valores propostos pelo Governo de São Paulo levam em consideração as necessidades da mão de obra local, o custo de vida no território paulista e as particularidades do mercado de trabalho da região.

“Nós temos que celebrar as vitórias, as conquistas e cada passo que estamos dando. A gente sabe que muitos passos têm que ser dados, mas é um primeiro passo importante para outros passos vigorosos no sentido de recuperação de poder de compra do trabalhador, de uma sociedade mais justa e humana e de um estado mais desenvolvido, com mais diálogo e dignidade”, declarou.

O Projeto de Lei (PL) nº 704/2023 regulamenta o salário de R$ 1.550 e aguarda agora a sanção do governador Tarcísio de Freitas. Com a aprovação desse texto, será eliminada a disparidade entre duas faixas salariais, atualmente estabelecidas em R$ 1.284 e R$ 1.306, respectivamente.

Dessa forma, será estabelecido o salário de R$ 1.550 para todos os trabalhadores no Estado de São Paulo. É importante ressaltar que a faixa salarial mais baixa terá um aumento de 20,7%, enquanto a faixa mais alta será ajustada em 18,7%. Com isso, várias categorias profissionais que não possuem pisos salariais definidos por leis federais ou convenções coletivas passarão a ter direito ao novo valor.

O aumento de 20,7% representa quatro vezes o índice de inflação do ano passado, que foi de 4,65%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Se a proposta do governador for aprovada e todas as faixas salariais passarem a receber o valor de R$ 1.550, o salário mínimo estadual de São Paulo será 8,9% maior do que o salário mínimo nacional.

Proposta do salário de R$ 1.550

O projeto, de autoria do governador Tarcísio de Freitas, foi pessoalmente protocolado na Alesp na semana passada. Após passar pelo trâmite de urgência e ser avaliado pelas comissões permanentes, o projeto estava pronto para ser votado na noite da última quarta-feira, dia 10.

Segundo a base aliada, o PL trará grandes melhorias para os trabalhadores beneficiados por ele. O deputado Agente Federal Danilo Balas parabenizou o governador por sua preocupação e sensibilidade em relação às necessidades básicas dos que mais precisam, além de valorizar os trabalhadores.

A oposição também se mostrou favorável ao reajuste, embora tenha demandado ao Executivo que o governo estabeleça, por meio de lei, correções anuais do salário mínimo paulista com base na inflação oficial. Também foi solicitado que as remunerações básicas dos servidores públicos não fiquem abaixo desse novo valor.

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Salário mínimo nacional

O salário mínimo foi reajustado de R$ 1.302 para R$ 1.320. É importante ressaltar que esse reajuste ocorre anualmente, sendo oficializado sempre no primeiro dia de cada ano. A revisão da base salarial para os cidadãos brasileiros tem como objetivo preservar o poder de compra e garantir a sustentabilidade financeira dos trabalhadores.

No entanto, nos últimos anos, o cálculo do reajuste passou por algumas mudanças. Até 2019, eram considerados dois fatores:

  1. Produto Interno Bruto (PIB);
  2. Inflação com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Eram utilizados os números desses dois índices referentes ao ano anterior ao do reajuste, ou seja, 2022, por exemplo. Entretanto, desde 2020, a inflação passou a ser incorporada nas estatísticas de crescimento econômico. No entanto, parece que a fórmula atual também deve ser alterada, pois o presidente  demonstrou insatisfação com o modelo vigente.