Dívida do empréstimo Auxílio Brasil – Governo confirma renegociação

Dívida do empréstimo Auxílio Brasil

Em nota divulgada nesta quarta-feira (04) pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o ministro Wellington Dias confirmou que haverá um programa para ajudar os endividados da folha de pagamento do Auxílio Brasil.

Saiba mais sobre o programa Desenrola Brasil e como ele funciona!

Detalhes sobre o empréstimo consignado

Em 2022, foi oferecido às famílias um empréstimo do Auxílio Brasil, subsídio criado no governo Jair Bolsonaro (PL) para substituir o Bolsa Família.

No entanto, essa medida criou dívidas para muitos e, pensando nisso, o ministro Wellington Dias decidiu agir.

“É grave o problema dos endividados do Auxílio Brasil ou do Bolsa Família, o chamado consignado. Primeiro, já do ponto de vista da própria legalidade. O programa foi usado, no período de eleição, com objetivos claramente eleitorais. O presidente Lula já demonstrou sensibilidade com o tema desde a campanha”

Wellington Dias (PT), ministro do Desenvolvimento Social.

Assim como ele, vários especialistas também acreditam que a tática de oferecer empréstimo salarial à população na época foi totalmente “eleitoral”, já que Bolsonaro buscava a reeleição para continuar como presidente da república.

Programa Desenrola Brasil

O programa está atualmente em fase de planejamento e será desenvolvido por vários ministérios. O objetivo do programa é atender cerca de 80 milhões de endividados no país, capacitando-os para a renegociação de suas dívidas.

Embora inicialmente tenhamos como foco os devedores do Auxílio Brasil, há um plano para abordar também áreas mais diversas.

Ministro confirma 2 critérios que vão gerar bloqueios no Bolsa Família

Durante sua posse na última segunda-feira (2), Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento Social, anunciou o futuro do Bolsa Família. O ponto principal de sua fala foi o Cadastro Único e a reformulação do programa de auxílio. Contaremos um pouco mais sobre isso a seguir.

Wellington Dias confirmou que haverá cortes nas inscrições do Bolsa Família. Como parte desse processo, as pessoas em situação irregular serão retiradas de seus cadastros. Quem atende aos requisitos mínimos não precisa se preocupar.

“Sim, vamos reformular com muito diálogo o Bolsa Família e sei que na situação que se encontra não é uma tarefa simples, mas creio que é no diálogo que vamos encontrar a pactuação e dosagem certa. Sim, vamos fazer a atualização do cadastro único e nada de pente-fino”, falou o ministro durante o discurso.

Dias também falou sobre o bloqueio do Bolsa Família. Os dados dos beneficiários cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico) serão transferidos automaticamente do Auxílio Brasil. Os critérios que podem levar a essa suspensão estão listados abaixo:

  • Não atualização de carteira de vacinação;
  • Não ter o comprovante matricular para as crianças;
  • Não realizar o acompanhamento de pré-natal;
  • Não realizar o acompanhamento de mães que amamentam;
  • Não realizar o acompanhamento de campanhas socioeducativas para crianças em situação de trabalho infantil.

Quem tem direito ao Bolsa Família em 2023?

Os interessados ​​no Bolsa Família devem se cadastrar e atualizar seus dados no Cadastro Único (CadÚnico). As famílias devem estar dentro das condições estabelecidas de pobreza e pobreza extrema.

São eles:

  • Pobreza: precisam apresentar renda familiar per capita entre R$ 105,1 e R$ 210 e ter crianças, jovens até 21 anos e/ou gestantes dentro da estrutura familiar;
  • Extrema pobreza: a renda familiar per capita é de R$ 105.
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